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Artigo
SOS Lagoa
Redonda
Ainda há tempo de fazermos alguma coisa
pelo paraíso das águas
Por Claudomir Tavares | claudomir@infonet.com.br
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Fotos: Claudomir
Tavares
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Lagoa Redonda, sempre
fascinante
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Aqui, resultado de um
piquenique
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Lixo acumula ao longo
do riacho
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Garrafas pet’s presas
aos galhos de árvores
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Cavalos entre os
seres humanos
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Ainda há tempo, só
depende de nós
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O povoado Lagoa Redonda, distante da sede do município, Pirambu,
18 km, é conhecido nos roteiros turísticos de Sergipe como ‘o paraíso das
águas’, objeto de estudo e de inspiração para artigos, documentários,
pesquisas científicas e tantas produções executadas nas últimas décadas.
Historicamente
tem se vendido a imagem e o destino de Lagoa Redonda, sem se pensar em
políticas públicas que permita a convivência da atividade turística com a
preservação do meio ambiente.
A
comunidade, ainda que incipiente, tem feito sua parte. Foi assim nos anos
90 quando um grupo que tinha como um dos seus líderes o saudoso Antônio
Sérgio Amaral e mais recentemente o estudante universitário Adriano,
pessoas que tem demonstrado um compromisso com a comunidade onde vive.
Órgãos ambientais e voluntários tem feito sua parte, como no Dia do
Voluntariado (abril/2007), em que se envolveram a SOS Rio Japaratuba,
Clubinho da Tartaruga e Tribuna da Praia), recolhendo centenas de quilos de
lixo do leito e margens do riacho que corta o povoado.
A
região está dentro e no entorno da Reserva Biológica de Santa Isabel, mas,
paradoxalmente, a ação deste em coibir ações antrópicas
na área tem provocado reação de setores da sociedade, como aquele patrocinada por um ex-vereador que tentou por fim
as atividades do Projeto Tamar em nosso município, com eco de autoridades
conservadoras da época.
Sem
perceber (ou de propósito), operadoras de turismo e poder público municipal
e estadual tem incentivado a prática de esporte radical, como ski-bunda, nas frágeis dunas de Santa Isabel, o que tem
provocado danos irreparáveis ao meio ambiente em um dos mais belos cenários
de Pirambu.
Particularmente
achamos Lagoa Redonda o melhor destino de Pirambu, local aprazível, de
preferência irretocável para lazer, turismo, principalmente aos finais de
semana e feriado. mas tememos pelo seu futuro, o
que se torna visível pelo que tem acontecido no presente.
Basta
ver o que acontece aos finais de semana às margens do riacho, onde famílias inteira acampam para se deliciar da água, das
sombras e de cenários deslumbrantes. Nada contra isso, afinal, a natureza
está aí para ser desfrutada, desde que em uma convivência onde sejam
respeitadas suas características.
Defendemos
que seja discutida uma política de preservação, de educação ambiental para
o município, onde ecossistema presente no povoado Lagoa Redonda tenha um
capítulo privilegiado.
Não dá
para permitir que situações como a que testemunhamos no dia 21 de dezembro
permaneça existindo com a conivência do poder público: lixo, desmatamento,
utilização de produtos químicos, ocupação desordenada, sem o
estabelecimento de um diálogo, de orientação, de não permitir pelo menos
que se cometam os danos atuais, muitos deles irreparáveis e irreversíveis.
Não nos
arvoramos donos da verdade, mas não podemos pecar pela omissão. A Lagoa
Redonda, que outrora era conhecida como região do Sangradouro, o maior
manancial, o maior volume de recursos hídricos, precisa de respostas
urgentes, sejam elas da sociedade, do poder público, enfim, não dá para
cruzar os braços.
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