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29/08/2008
Centenário de
nascimento de Josué de Castro
Do Portal CONSEA
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Divulgação
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100 anos de Josué de Castro
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Em 2008, Josué de Castro completaria 100 anos no dia 5
de setembro. E é em homenagem a ele que o Conselho Nacional de Segurança
Alimentar e Nutricional (Consea) dedica a próxima
plenária, no dia 5 de setembro, em Recife,
Pernambuco. O evento contará com a presença dos conselheiros nacionais,
representantes dos Conseas estaduais e municipais
e convidados, entre eles, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Anna
Maria de Castro (filha de Josué).
A luta deste nordestino e recifense vem desde a sua infância, quando
conheceu o fenômeno da fome. Morando perto dos mangues, Josué fez uma
comparação cruel: "As pessoas que vivem naquelas áreas e sobrevivem da
pesca do caranguejo, acabam se tornando 'irmãos de leite' desse
anfíbio".
Escolhido para ser patrono do Consea, o médico,
professor, geógrafo, sociólogo, escritor, político e intelectual, Josué
Apolônio de Castro fez da luta contra a fome a sua bandeira de vida. Ele é
filho único de Manoel Apolônio de Castro e Josepha
Carneiro de Castro.
Fez curso secundário em Recife, estudou Medicina por três anos em Salvador
e concluiu o curso no Rio de Janeiro, aos 21 anos de idade. Depois fez
estágios na Universidade de Columbia e no Medical Center,
de Nova Iorque. Autor de dezenas de obras, algumas traduzidas para 25
idiomas, publicou Geografia da Fome, seu livro mais conhecido, em 1946,
época em que se tornou referência internacional no tema e um dos maiores estudiosos
das causas da miséria no Brasil e no mundo. Teve três indicações ao Prêmio
Nobel da Paz.
Recebeu muitos prêmios, entre os quais o José Veríssimo (1946), concedido
pela Academia Brasileira de Letras; o Roosevelt, da Academia de Ciências
Políticas dos Estados Unidos, pelo livro Geografia da fome (1952); o Prêmio
Internacional da Paz (1954), por suas obras e ações no combate à fome no
mundo.
Algumas de suas obras são: Alimentação e raça (1936); Documentáro
do Nordeste (1937); A alimentação brasileira à luz da Geografia Humana
(1937); Geografia da Fome (1946); Geopolítica da Fome (1951); O livro negro
da fome (1960); Sete palmos de terra e um caixão (1965); Homens e
caranguejos (1967); A explosão demográfica e a fome no mundo (1968).
Por suas idéias progressistas, foi obrigado pelo regime militar a deixar o
país. Morreu no exílio, em Paris, na França, no dia 24 de setembro de 1973,
aos 65 anos de idade. Foi enterrado no cemitério São João Batista, no Rio
de Janeiro.
Saiba mais:
http://www.josuedecastro.com.br
| http://www.projetomemoria.art.br
Fonte:
https://www.planalto.gov.br/Consea/static/eventos/josue_de_castro/josue_de_castro.html
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