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14/10/2008
Zé Nilton confirmará Sabal na Secretaria de Cultura
Este é um compromisso de campanha do então candidato feito no
povoado Maribondo
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Foto: César de
Oliveira (Arquivo)
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Mestre Sabal assumirá Secretaria de Cultura
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Em um
de seus comícios realizados no povoado Maribondo, distante 15 de Pirambu, o
então candidato a prefeito José Nilton de Souza (PMDB) fez anunciar que a
partir de 1º de janeiro de 2009, o camponês-pescador Antônio dos Santos (Sabal) será o novo secretário municipal de cultura de
Pirambu.
Confirmada
esta promessa, é a primeira vez que um mestre de grupo folclórico assumirá
um cargo no primeiro escalão da administração municipal, sendo que na função
que cuidará da área de atuação.
Sabal é um dos mestre de grupos
folclóricos mais respeitados em Sergipe. Junto com Idelfonso
(Bacamarteiros de Carmópolis),
Dona Lalinha (Reisado de Laranjeiras), Seu Sirico (Cacumbi de Japaratuba), Seu Benedito (Guerreiro
de Propriá), Mestre Euclides (Guerreiro de
Aracaju), ele tem sido ao longo das últimas décadas um dos ícones da
cultura popular em Sergipe. Alguns já se foram, mas Sabal,
Idelfonso, Seu Benedito e outros continuam em
evidência, defendendo a trajetória do Reisado do Maribondo, o mais
representativo de Sergipe.
Confirmada
a indicação de Sabal para a Secretaria Municipal
de Cultura, o prefeito José Nilton de Souza acerta na pessoa, restando
apenas que com o mestre, seja o responsável pela implantação de uma política
cultural construída ouvindo o seguimento do qual Sabal
é o mais autêntico representante.
Reisado do Maribondo ¹:
É do
povoado Maribondo, localizado a 15 km da sede do município, que nasceu o
Reisado do Maribondo ou Reisado de Sabal, sendo
este o grupo folclórico mais representativo de Sergipe.
O grupo
existe há mais de 150 anos e foi criado pelos avôs de Antônio dos Santos,
mais conhecido como Sabal. Composto por 30
integrantes de uma mesma família, inclui
sobrinhos, irmãos, esposa e a mãe de seu Sabal.
Apesar
de ser do ciclo natalino, o grupo se apresenta durante o ano inteiro, sendo
requisitado para os principais eventos da cultura popular em Sergipe e
algumas regiões do país, como Olympia, em São Paulo, onde o grupo participa
do Festival Internacional de Folclore.
De
origem ibérica, o reisado sai às ruas no período natalino para homenagear o
Menino Jesus e prossegue com apresentações até o início de fevereiro. Conta
com vários integrantes que dançam ao som (...) da sanfona, do pandeiro, da
zabumba, do triângulo (...). Os festejos começam antes da quaresma, com o
“enterro do boi”, o personagem veste uma alegoria que imita o animal com
enfeites em fita coloridos, sendo desenterra dias antes da apresentação.
Seus trajes são em cetim super coloridos, cheios de fitas e espelho. O
“Reisado do Maribondo” há 15 km de Pirambu, é o mais representativo de
Sergipe, existindo há mais de 150 anos, quando foi criado pelos avôs de
Antônio dos Santos (Sabal), o Mateu
(Cravo Branco) do grupo folclórico mais significativo de Pirambu. É
composto por filho (a) s, sobrinhas, irmãs, esposa e até a mãe de seu Sabal.
Sua
apresentação pode levar uma noite, duas horas ou simples 30 ou 20 minutos,
dependendo da ocasião, sendo adaptado um repertório composto de centenas de
músicas, 20 delas integrantes do CD “Mestra Sabal”,
lançado em 2002, com o patrocínio do prefeito André Moura e da então
candidata a deputada estadual Lila Moura, num gesto de mecenato típico de
quem vem incentivando a cultura do Vale do Japaratuba em geral e a cultura
popular em particular.
Sobre o
grupo folclórico de Pirambu, o pesquisador Luiz Antônio Barreto, um dos
mais destacados estudiosos da cultura sergipana e da sergipanidade,
declarou no 1º Encontro de Secretários de Cultura e Líderes de Grupos
Folclóricos de Sergipe, realizado dia 22 de agosto de 2001, na Fazenda Boa
Luz, em Laranjeiras: “Eu considero o reisado de Maribondo o melhor de
Sergipe. Sabal, por excelência, é um dos mais
completos artistas sergipanos”. (1)
Por sua
vez, a professora Aglaé Fontes D’Ávila de
Alencar, estudiosa da cultura popular disse que “o sorriso de Sabal contagia o público que não pisca o olho enquanto
o mestre está em cena”. (2) Apesar de ser um do Ciclo Natalino, se
apresenta durante o ano inteiro, sendo requisitado para os principais
eventos da cultura popular em Sergipe e algumas regiões do país.
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¹ SILVA, Claudomir Tavares da.
Repertório Folclórico de Pirambu.
Pirambu: Tribuna da Praia, 2008
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