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25/10/2008

O 1ª Congresso Sergipano de História

Por Samuel Barros de Medeiros Albuquerque *

O Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, carinhosamente conhecido como “Casa de Sergipe”, fervilhou entre os dias 8 e 10 de outubro, sediando o 1º Congresso Sergipano de História, evento que resulta da parceira firmada entre a Associação Nacional de História (ANPUH/SE) e o IHGSE. O Congresso reuniu estudantes e profissionais do ensino e da pesquisa em História, provenientes das mais variadas instituições, atraindo inclusive pesquisadores de Alagoas, Bahia, Paraíba, Pernambuco e Rio de Janeiro.

A primeira edição do Congresso Sergipano de História teve como temática central a relação entre “História e Memória”. Nesse sentido, foram realizadas duas conferências e três mesas redondas, além dos simpósios temáticos, exposições de painéis e variados mini-cursos. A “História política de Sergipe (1820 e 1889)” foi o tema da conferência de abertura, proferida por Ibarê Dantas, presidente do IHGSE. Nas mesas redondas: Maria Hilda Paraíso (UFBA), Beatriz Góis Dantas (UFS) e Luiz Mott (UFBA) trataram dos “Índios e negros no Nordeste”; Terezinha Oliva (MUHSE), Verônica Nunes (UFS) e Manuel Prado Neto (APES) trataram dos “Lugares de memória em Sergipe”; Muniz Ferreira (UFBA), Lucileide Cardoso (UFRB) e João Augusto Gama (SETUR/SE) discutiram a “História e a memória do AI-5 no Nordeste”. Por fim, a relação entre “História e Memória” reapareceu na conferência de encerramento, confiada ao professor Fernando Sá, do departamento de História da UFS.

As dezenas de trabalhos apresentados pelos congressistas foram distribuídos em sete simpósios temáticos que sugerem a pluralidade do referido campo de pesquisa: história da escravidão e das culturas afro-brasileiras; história social; história política; história da educação; ensino de História; história, sujeitos e prática culturais; e história dos índios no Nordeste. Além disso, foram organizadas quatro sessões de painéis que divulgaram, sobretudo, trabalhos produzidos por estudantes de graduação em História. Também foi sintomática a variedade dos mini-cursos oferecidos pela manhã em 14 espaços diferentes, que abordaram temas como: os estudos biográficos em educação, o uso de fontes cartorárias e eclesiásticas, o trabalho com fontes orais, o uso das charges e cartuns no ensino de história, a literatura como fonte histórica, o uso das fontes autobiográficas na pesquisa histórica, dentre outros.

O evento com mais de 500 inscritos contou ainda com o concorrido lançamento do livro “Sergipe Colonial e Imperial: religião, família, escravidão e sociedade (1591-1882)”, do antropólogo Luiz Mott, publicado pela Editora da UFS e Fundação Oviêdo Teixeira. Além disso, os congressistas mais atentos puderam desfrutar da atraente programação cultural que trouxe, dentre outros, o conjunto de música antiga Renantique.

Um dos principais méritos do 1º Congresso Sergipano de História foi ter estabelecido na “Casa de Sergipe” o fórum que, certamente, tornar-se-á o mais importante voltado aos profissionais da História em Sergipe. Há alguns anos, o curso de História da Universidade Federal de Sergipe (UFS), com mais de meio século de tradição, perdeu o exclusivismo da formação de professores/pesquisadores da área. Atualmente, além da UFS, a Universidade Tiradentes (UNIT) e a Faculdade José Augusto Vieira (FJAV), em Lagarto, ofertam cursos de graduação em História.

Também já existem alguns cursos de pós-graduação latu sensu em História e áreas afins, ofertados pela UFS e pelas faculdades São Luís, Atlântico e Pio X, o que amplia em larga escala os horizontes do ensino e da pesquisa em História no Estado. Essa nova realidade finalmente foi percebida pelo núcleo sergipano da ANPUH, que se juntou ao IHGSE para a “construção” de um espaço mais democrático e apropriado com o fim de congregar os pesquisadores dessas várias instituições.

Estão de parabéns o núcleo sergipano da ANPUH e o Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, além das instituições que apoiaram a patrocinaram o 1º Congresso Sergipano de História.

Certamente, Clio, a musa grega que representa o conhecimento histórico, observou satisfeita essa movimentação na “Casa de Sergipe”, que agora é o berço do nosso mais novo e atraente fórum de debates em História

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* Professor de História da Secretaria de Estado da Educação (SEED/SE) e da Faculdade José Augusto Vieira (FJAV)

 

Fonte: Jornal da Cidade – Em: 19/10/2008

 

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(Mahatma Gandhi)


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