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28/10/2008
Fique de Olho
Algumas lições das eleições 2008
Recebemos um recado das urnas. É preciso absorvê-los e tirar algumas
lições, para quem sabe, num futuro bem próximo, possamos refletir uma nova
realidade
Da Redação
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Divulgação
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Dayse Rocha: 30 votos
conscientes e não comprados
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As eleições municipais realizadas em 05 de outubro de 2008 deixaram algumas
lições, as quais devem ser assimiladas e digeridas tanto pelos ‘atores’ sociais
envolvidos na disputa, tanto por aqueles coadjuvantes que, com seus votos,
escreveram mais um capítulo da maior importância em nossa História
política. Uma observação que fazemos no dia de hoje é a participação da
bióloga e especialista em conservação em ambientes costeiros Dayse
Aparecida dos Santos Rocha (PSOL).
Candidata
com possibilidades reais a vereadora pelo PT, ela fez opção por sair do
partido e apostar em um projeto alternativo com o PSOL, saindo candidata a
prefeita. Sabia a ativista cultural e militantes das questões ambientais
que seria uma luta inglória, praticamente impossível, diante do perfil do
eleitorado de Pirambu, tradicionalmente com tendência conservadora. Mesmo
assim, mostrando desapego por cargos, manteve a
coerência e princípios, entrando na disputa, obtendo apenas 30 votos. “Conscientes e NÃO comprados! Se é que
isso vale alguma coisa nesta sociedade corrompida!”, desabafou a
ex-candidata.
Mas a
presença de Dayse Rocha nas eleições municipais de 2008 não pode nem deve
ser medida pelos 30 votos obtidos. Sua participação vai mais além. Teve a
coragem de enfrentar a polarização entre o candidato da direita e o de
centro, apresentando-se como uma candidata de esquerda. Dayse teve a
coragem de se apresentar como um projeto verdadeiramente de mudança e não
para fazer concessões. Isso é uma atitude que não tem preço, numa eleição
marcadamente pelo seu caráter mercantil. Inscreveu seu nome definitivamente
nos anais da História, e isso, para quem tem caráter como Dayse, vale mais
que uma eleição obtida com expedientes que achávamos terem sido sepultados,
mas que foram ressuscitados com novos e antigos atores, agora associados.
Alguns
‘analistas’ políticos de Pirambu questionaram a liderança dos ex-prefeitos
Marcos e Sílvia Cruz (PSB), que nesta eleição não elegeram seus candidatos
a vereadores. Os dois eleitos pelo seu partido, não foram aqueles de sua
preferência. Sérgio Lima elegeu-se por seus próprios méritos, depois de uma
rápida passagem como vereador suplente (2005/2006) e de ter feito uma
campanha solo com um investimento financeiro proporcional a seu poder de
investimento. Já Toinho de Jurandi,
elegeu-se graças ao empenho da família e dos amigos conquistados ao longo
de sua vida, feita a base do cultivo a fazer amizades. Apesar disso, não
podemos subestimar dois políticos que colecionam mandatos desde que Mário
Cruz foi prefeito de Japaratuba, passando pela passagem de Juarez Cruz pela
prefeitura de Pirambu e com eles, Marcos e Sílvia terem assumidos mandatos
de prefeito, vereador e agora vice-prefeito de Pirambu.
Uma
outra liderança que tem seu ‘poder’ questionado é do pastor e líder da
Igreja Batista de Lagoa Redonda, Josevaldo Rocha
Cruz, presidente da União das Igrejas Evangélicas do Município de Pirambu
(UIEMP). Ex-aliado e um dos principais beneficiados das duas administrações
do ex-prefeito André Moura (1997-2004), apostou em sua irmã Gilvânia Rocha Cruz, a Gil em 2004 (PFL), não
elegendo-se e em 2008 (PMDB), também não elegendo-se. Desta vez contou com
o apoio da ex-vereadora Ivanilde Nascimento, ficando novamente na primeira
suplência, com 191 votos. Se, que com a mesma habilidade que tem para
atrair fiéis para a Igreja Batista, tivesse para escolher partidos e
coligações para Gil (ao invés do PFL, o PPS e ao invés do PMDB, o PSB, por
exemplo, mesmo dentro do grupo de situação nas duas eleições), não só a
teria eleita em 2004 quanto teria reeleita em 2008. Más, paciência. Ela
deve assumir a condição de suplente a partir de 2009. Só que aí, perde a
autonomia de vereadora eleita, bem, como a condição de representante do
seguimento evangélico, condição que cabe ao vereador Sandro José (PT),
legítimo representante do ‘povo de Deus’.
Nas
eleições passadas o ex-vereador e ex-vice-prefeito Evaldo de Carvalho
Filho, o Gago (sem partido), elegeu seu genro, Valdir Vieira (há época no
PMDB) e em seguida o seu filho, Heribaldo Correia
de Carvalho,o Badinho (também há época no PMDB),
respectivamente como o mais votado e segundo colocado em 2000 e 2004. Este
ano, reelegeu seu filho, só que com apenas 152 votos, duzentos a menos que
há quatro anos atrás. Resta o consolo da soma dos votos dados a Valdir
(agora no PTB), 152, somados aos de Badinho
(agora no PT), totalizam 304. Sinais do desgaste natural de um político que
iniciou a carreira há 26 anos, mas que já deu sua significativa
contribuição a política local.
O gesto
de civilidade do professor Claudomir Tavares de ligar para o prefeito
eleito José Nilton parabenizando-o pela vitória e desejando-lhe boa sorte,
foi interpretado de duas formas. Pelas mentes sãs, como o comportamento de
um cidadão democrático, que aprendeu a fazer política respeitando as
adversidades e acatando o recado silencioso das urnas. Para as mentes
poluídas, a postura de quem capitulou diante do vitorioso, passando para o
seu lado. Pasmem os senhores!!!
Se
depender do professor Claudomir Tavares, dirigente estadual do PV, o
deputado federal Fernando Gabeira (PV/RJ) deverá ser o candidato verde a
Presidente da República. Se esta não for a vontade do partido, um nome que
deverá receber o apoio do PV será do governador Aécio Neves (PSDB/MG), o
mais bem avaliado do paios. “Dilma, Déda et caterva, (PT), tô
fora”,sentenciou. Aqui em Sergipe, Claudomir Tavares defende a candidatura
do vereador e presidente estadual do PV, Carlos Pinna
Júnior para deputado federal.
Algumas
forças nem tão ocultas tem espalhado os mais infames boatos de que o
vereador eleito Sandro José dos Santos (PT) traiu o seu partido e votou no
adversário José Nilton (PMDB). Pela forma como foi tratado na campanha,
Sandro tinha todos os motivos para ‘trair’, mas manteve-se coerente. “Sou
partidário, acompanho o meu partido,não sou daqueles que, mesmo no partido,
remam contra ele’, disse Sandro como quem mandando um recado..
A
candidatura de Vado de Gago a prefeitura de
Pirambu só se tornou possível graças ao grupo ao qual pertence o vereador
Sandro. “De um lado havia Gagal, Leda e Cristiano
que defendiam Nilton, de um outro Gilvan, Badinho
e Vânia que defendiam Vado. Fomos nós, nosso
grupo, composto por Mi, por Moréia, por Paulo e Raimundo os fiéis da
balança, garantindo que o PT tivesse candidato”. Ta explicado.
O
vice-prefeito Guilherme Melo (DEM) informou a Tribuna da Praia que o grupo
liderado pelo deputado estadual André Moura (PSC) não passará duas eleições
sem candidato a prefeito de Pirambu. “Este ano priorizamos Japaratuba e
obtivemos a vitória com Lara Moura. Daqui a dois anos já está definido a
candidatura do empresário Elinho (DEM)”, confidenciou.
Guilherme
acrescentou que o deputado estadual André Moura tem intenção de mostrar sua
força elegendo em Pirambu o novo presidente da Câmara Municipal. O curioso
é que o DEM, partido que preside em nosso município, elegeu apenas dois
vereadores (Zé Luís e Zé Raimundo) e Guilherme não aposta em Sandro. Quem
seriam os dois vereadores que André teria como ‘aliados’? Só para ilustrar,
os demais são: Juarez de Deus, Ivan Biriba (PMDB), Claudinho (PDT), Sérgio
Lima e Toinho de Jurandi
(PSB). Haveria chance de dois destes somar-se aos Zés
e a Badinho? Sei não,viu!
Dos
nove vereadores eleitos em 05 de outubro, apenas dois são unanimidades em
Pirambu. Desempregados e ‘sem um tostão’, se elegeram os vereadores Sandro
(PT) e Toinho de Jurandi
(PSB). Desbancaram campanhas caras e frutos de acordos de gabinetes e
tornaram-se aclamados pelo povo. Boa sorte a eles!.
- A quem
pertence o mandato
Eleito
ao obter 210 votos, a vitória do vereador Cláudio Ferreira Pinto
(Claudinho) é atribuída pessoalmente a futura primeira dama Dolores Barreto
Souza, que se empenhou para fazer um vereador do partido que dirige (PDT).
É possível que sim,mas não se pode negar que Claudinho é filho de um
ex-vereador (Seu Joel Pinto), tem uma boa relação no setor que atua profissionalmente
(saúde), além de ter ficado em uma primeira suplência na eleição passada,
quando foram eleitos pela coligação que disputou em 2004 os vereadores
Maria Dilce e Benito Alexandre (Donça).
- Descortinam
novos horizontes
As
eleições 2008 indiscutivelmente projetaram duas lideranças populares que
devem ser levadas em conta na montagem dos próximos tabuleiros da política
loca. Pelo PT, está consolidada a liderança popular de Vado
de Gago, enquanto que no PV, se firmou a liderança do professor Claudomir,
que tem uma influência não só no partido em Pirambu como em Sergipe.
Frase da semana:
“Ainda que uns não
queiram, amanhã será um novo dia” – (Scarlet Ohara
– ‘E o vento levou”)
Anteriores:
21/10/2002 – Zé Nilton começa montar equipe
de governo
14/10/2008
– Vereador eleito visita eleitores em sinal de
agradecimento
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