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16/09/2008
Agora, vou procurar me dar bem!...
Na terra do seu Né
Ninguém!...
Por José Carlos de Oliveira
Agora,
vou procurar me dar bem!...
Vou
procurar ser alguem
Na
terra, do seu Zé Ninguém...
De peferência, na zona litorânea...
Vou dar
uma de bacana
Vou
procura me dar bem!...
Tô sem nenhum vintém
Nem prá gastar
No mais
ralé dos cabarés...
Tô sem lenço e sem documento
Assim,
ninguém me quer...
Tô um verdadeiro Zé Mané...
Vou
procurar me dar bem!...
Vou prá terra do seu Zé Ninguém!
Aonde todos
A engravados e engomados
Baixam
as cabeças e dizem amém!...
Vou prá terra do seu Zé Ninguém!
Vou
chegar de paletó e gravata!
Vou nas esquinas distriuir estórias e
bravatas...
Vou dar
uma de bacana!
Pois,
nesta terra
Só se
dar bem
Quem é
bom de papo, ladrão e sacana!...
Nas
rodas da sociedade vou aparecer!...
Porque
nesta (sociedade), só se dar valor ás aparências...
Nela,
vou aparecer com muita frequência!
Sem
ninguém, de mim procurar nada saber...
De onde
vim, prá onde vou...
Só
sabem que aqui, estou!
Se matei, se roubei...
Eu, não
tô nem aí; e não quero nem entender...
Me bajulam e me chamam de doutor...
E me
pedem para sempre aparecer!...
Porque,
para esta sociedade
Hipócrita
e egoísta...
O que
importa, não é o que sou; e
Sim, o
que aparento ser!...
Agora,
vou procurar me dar bem!...
Vou
procurar ser alguém
Na
terra do seu Zé Ninguém
Onde
ninguém procura saber
Quem é
quem!...
Alguém
se habilita adivinhar
Onde
esta terra rica, fica?...
Pois,
ela está mais próxima da gente
Do quje todos imaginam!...
E, o
don vivan da história
Para
todos nós, olha e sacanea, sorri e
Das
nossas caras brinca!...
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